Um responsável do Governo iraniano afirmou que Teerão se ofereceu para reabrir o estreito de Ormuz em sete dias, caso os Estados Unidos demonstrem seriedade e empenho em permitir que a diplomacia progrida. A proposta foi comunicada ao Governo norte-americano através de mediadores e visa reiniciar as negociações entre Teerão e Washington para acabar definitivamente com as hostilidades.
O Irão bloqueou o estreito de Ormuz em meados de julho, após a retoma dos ataques aéreos norte-americanos contra o sul do país. Os EUA responderam reimpondo um bloqueio aos navios e portos iranianos, o que prejudica a economia da República Islâmica. O estreito de Ormuz é uma importante rota para o transporte de petróleo, com cerca de 20% do petróleo mundial a ser transportado por lá em tempo de paz.
A fonte oficial iraniana afirmou que, se Washington demonstrar vontade de retomar as negociações e terminar o bloqueio aos portos iranianos, Teerão está preparada para reabrir a navegação pelo estreito de Ormuz dentro de sete dias. A delegação iraniana que participa na Assembleia Geral da ONU vai consultar sobre esta proposta representantes dos países que medeiam o conflito, incluindo o Paquistão e o Qatar.
A declaração do responsável iraniano surge numa altura em que o Irão intensificou as suas ameaças contra os Estados Unidos e afirma ter recebido informações dos serviços de informação de que Washington pretende retomar as operações de combate com o apoio de países do Médio Oriente. Teerão e Washington chegaram a um memorando de entendimento em junho, sob mediação paquistanesa, estabelecendo um roteiro para avançar para um acordo final.
No entanto, as negociações estão suspensas e as tensões têm aumentado nas últimas semanas. O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, e o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, não se encontram em Nova Iorque para discutir a proposta. A possibilidade de um encontro entre os dois líderes foi afastada.
A situação no estreito de Ormuz tem sido acompanhada de perto por outros países, incluindo Israel, que apoia a decisão dos EUA de impor um bloqueio no estreito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou apoio à medida, que foi vista como uma forma de pressionar o Irão a abandonar as suas atividades nucleares.
O Irão reabriu totalmente o estreito de Ormuz em abril, após um período de tensões com os EUA. A reabertura do estreito foi vista como um sinal de desescalada das tensões, mas a situação permanece volátil.
Key points
- O Irão está disposto a reabrir o estreito de Ormuz em sete dias se os EUA tomarem medidas para aliviar a pressão militar.
- A proposta iraniana visa reiniciar as negociações entre Teerão e Washington para acabar definitivamente com as hostilidades.
- A situação no estreito de Ormuz tem sido acompanhada de perto por outros países, incluindo Israel.