As associações AAVA, AAVOTA e AAAV expressaram sua insatisfação com a decisão da TAAG de afastar as agências angolanas da venda de bilhetes para a rota Luanda-Cabinda. Em comunicado conjunto, as associações afirmam que a transferência de culpa não resolve o problema e que é necessário apurar as causas do problema. Elas também questionam a existência de 9.800 lugares disponíveis até ao final do ano anunciados pela TAAG.

Segundo as associações, o problema da rota Luanda-Cabinda-Luanda existe e ninguém pretende negá-lo. No entanto, elas argumentam que a decisão da TAAG de afastar as agências angolanas não resolve a questão. As associações também afirmam que foram ouvidas pela TAAG no dia 07 de Setembro e que, no dia 10, dirigiram uma carta conjunta ao Executivo, às tutelas dos Transportes e do Turismo e à administração da companhia.

As associações apresentaram alternativas à TAAG, como identificar e bloquear individualmente os infractores, combater o açambarcamento em todos os canais e criar uma comissão técnica conjunta. No entanto, a TAAG optou pelo afastamento generalizado das agências angolanas. As associações também questionam como a TAAG conseguiu disponibilizar 9.800 lugares até ao final do ano e qual era a responsabilidade das agências afastadas.

As associações argumentam que as agências não criam lugares, não definem tarifas e não controlam o inventário da TAAG. Elas trabalham dentro das regras dos sistemas de reservas, com prazos para emissão que expiram e com bilhetes associados à identificação do passageiro. As associações também afirmam que lugares nos mesmos voos continuam a poder ser encontrados através de canais e agências fora de Angola.

As associações questionam por que razão se afasta o intermediário angolano enquanto a comercialização através de intermediários no exterior permanece possível. Elas argumentam que a consequência económica e social não é menor, já que o passageiro pode acabar por procurar fora do país aquilo que deixou de poder adquirir através de uma empresa nacional.

As associações exigem apuramento objectivo da gestão do inventário, da disponibilidade das classes tarifárias, dos prazos das reservas, dos canais de distribuição, das vendas no exterior e de eventuais práticas individuais. Elas também afirmam que não basta afirmar que a tarifa subsidiada de 29.717 kwanzas existe, é preciso que esteja efectivamente disponível quando o cidadão dela necessita.

As associações AAVA, AAVOTA e AAAV declaram que Cabinda não precisa de uma transferência de culpa e que Angola não ganha quando empresas nacionais são colocadas sob suspeita sem que todas as causas tenham sido esclarecidas. Elas garantem que estarão juntas nesta defesa, não para proteger quem prevarica, mas para proteger quem trabalha e cumpre.

Key points

  • As associações de agências de viagens de Angola criticam a decisão da TAAG de afastar as agências angolanas da venda de bilhetes para a rota Luanda-Cabinda.
  • As associações exigem apuramento objectivo da gestão do inventário e das práticas individuais.
  • A decisão da TAAG pode ter consequências económicas e sociais negativas para as empresas nacionais e para a economia angolana.

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Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.