A Africa CDC expressou sua solidariedade ao Governo e ao povo do Quénia e apoiou o pedido urgente para levantar as restrições de viagem relacionadas com o Ébola impostas pela Arábia Saudita. Em nota de imprensa, a agência de saúde pública da União Africana destacou a necessidade de medidas baseadas em evidências científicas. A Africa CDC reconhece a responsabilidade soberana de cada país, mas defende que as medidas de saúde pública devem ser guiadas por evidências científicas e não pelo medo.

O Quénia confirmou seu primeiro caso importado de Ébola em 06 de outubro e, desde então, registou nove casos confirmados, incluindo duas mortes. Todas as infeções estão epidemiologicamente associadas a um único caso importado. A Africa CDC confirmou esses números e tem uma forte presença no terreno, trabalhando em estreita colaboração com o Governo queniano. A agência de saúde pública afirmou que nenhum novo caso confirmado foi notificado desde 19 de outubro.

A Africa CDC sublinhou que o Quénia demonstrou uma forte liderança política, transparência e compromisso operacional na resposta à epidemia. O rastreio de contactos, a monitorização, os testes de laboratório e as medidas de prevenção de infeções permanecem ativos. A deteção precoce, a notificação transparente e a contenção eficaz demonstram o valor dos investimentos em preparação e vigilância, segundo a Africa CDC.

A agência de saúde pública pediu à Arábia Saudita que reveja e levante as restrições que, na sua perspetiva, não são apoiadas pelas evidências epidemiológicas atuais. A Africa CDC apela também a outros países para que evitem introduzir restrições semelhantes sem uma justificação fundamentada de saúde pública. A organização de saúde está preocupada com a possibilidade de tratamentos desiguais em países que enfrentam riscos de saúde pública comparáveis.

A Africa CDC advertiu que os países africanos não devem enfrentar restrições desproporcionais simplesmente por serem africanos. Os países que relatam surtos de forma transparente e respondem de forma eficaz devem ser apoiados e não penalizados, segundo a agência de saúde pública. A epidemia de Ébola na África central foi declarada na República Democrática do Congo em maio deste ano.

A epidemia de Ébola na região já registou 10.351 infeções confirmadas e 5.026 mortos, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública da RDCongo. A Africa CDC está a trabalhar em estreita colaboração com os Governos da região para conter a epidemia. A agência de saúde pública reafirmou seu compromisso em apoiar os países africanos na prevenção e controlo de doenças.

A Africa CDC continuará a monitorizar a situação e a fornecer apoio técnico aos países afetados. A agência de saúde pública apela à comunidade internacional para que apoie os esforços de controlo da epidemia. A Africa CDC reafirmou seu compromisso em proteger a saúde e a segurança dos povos africanos.

Key points

  • A Africa CDC apoia o pedido do Quénia para levantar as restrições de viagem relacionadas com o Ébola impostas pela Arábia Saudita.
  • A agência de saúde pública defende que as medidas de saúde pública devem ser guiadas por evidências científicas.
  • A epidemia de Ébola na região já registou 10.351 infeções confirmadas e 5.026 mortos.

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Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.