O Sindicato da PSP, representado pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), realiza hoje no Porto a primeira de várias manifestações em todo o país. A manifestação de hoje começa com uma concentração em frente ao Comando Metropolitano do Porto da PSP, seguindo depois até à Câmara Municipal. A ASPP exige valorização salarial e melhores condições de trabalho para os polícias.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) também participa do protesto de hoje. Os principais motivos dos protestos incluem pré-aposentação, remunerações, revisão dos suplementos, falta de condições de trabalho e incumprimento do acordo de 2024. O presidente da ASPP, Paulo Santos, afirmou que os protestos visam não apenas colocar as reivindicações em evidência, mas também envolver os autarcas, as populações e os comerciantes.
Segundo Paulo Santos, a luta dos polícias já não é apenas uma questão socioprofissional, mas também uma questão de segurança pública e necessidade de reforço de efetivos e investimento na instituição. A ASPP está a ponderar a realização de uma grande manifestação nacional após os protestos em sete cidades. A realização desta manifestação depende do resultado das próximas reuniões com o ministro da Administração Interna.
A ASPP foi o único sindicato da PSP a se opor à proposta do ministro sobre a atribuição de um suplemento de 160 euros este ano, com retroativos a julho, e 230 euros em 2027, aos polícias que trabalham na Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras. Paulo Santos considerou o subsídio necessário, mas insuficiente, e frisou que anular os protestos apenas porque o ministro apresentou aquele subsídio é "bastante redutor".
O protesto de hoje ocorre um dia antes dos sindicatos se reunirem novamente com o ministro Luís Neves, quando serão apresentadas propostas sobre a reestruturação das carreiras e a organização do tempo de trabalho. Paulo Santos salientou que as manifestações já estavam programadas há algum tempo, pois a ASPP esperou cerca de dois anos para que o Governo desse passos no âmbito do acordo celebrado em julho de 2024.
A ASPP poderá cancelar os próximos protestos e a manifestação nacional se houver avanços nas negociações com o ministro Luís Neves. As próximas cidades a sediar protestos são Leiria, Lisboa, Faro, Funchal, Guimarães e Ponta Delgada. A TV Record Cabo Verde apurou que os protestos têm o objetivo de pressionar o ministro a fazer alterações profundas.
A ASPP espera que os protestos demonstrem a insatisfação dos polícias e a necessidade de mudanças. O sindicato defende que os polícias precisam de melhores condições de trabalho e valorização salarial para garantir a segurança pública. A situação está a ser acompanhada de perto pelo Governo e pelos sindicatos, que buscam uma solução para as reivindicações dos polícias.
Key points
- A ASPP exige valorização salarial e melhores condições de trabalho para os polícias.
- O protesto de hoje no Porto é o primeiro de vários previstos em todo o país.
- A realização de uma grande manifestação nacional depende do resultado das negociações com o ministro da Administração Interna.