A representação diplomática dos Estados Unidos da América em Luanda está a ser questionada por cidadãos angolanos devido aos procedimentos adoptados na tramitação de pedidos de vistos. Apesar das restrições impostas desde Janeiro de 2026, as candidaturas continuam a ser aceites mediante o pagamento das respectivas taxas. As reclamações surgem após a entrada em vigor da Proclamação Presidencial 10998, que estabeleceu restrições parciais à emissão de vistos para cidadãos de vários países, incluindo Angola.

As medidas abrangem os vistos B-1/B-2, destinados a viagens de negócios e turismo, bem como as categorias F, M e J, relacionadas com estudos e programas de intercâmbio, além de determinadas categorias de vistos de imigrante. Os cidadãos queixosos defendem que os requerentes deveriam receber informações mais claras sobre as restrições em vigor antes de iniciarem os procedimentos, sobretudo devido ao pagamento de taxas consulares, que, em regra, não são reembolsáveis em caso de recusa do visto.

As orientações do Departamento de Estado norte-americano esclarecem que os cidadãos dos países abrangidos pelas restrições podem continuar a apresentar pedidos de visto e a comparecer às entrevistas consulares, embora a emissão dos documentos esteja sujeita às limitações estabelecidas pela proclamação. A medida prevê igualmente excepções para determinadas situações, incluindo casos que possam ser analisados individualmente por razões de interesse nacional dos Estados Unidos.

Em Janeiro de 2026, uma delegação do PRA-JA Servir Angola terá tido os pedidos de visto recusados, quando pretendia deslocar-se aos Estados Unidos para participar nas cerimónias fúnebres do antigo embaixador da UNITA em Washington, Domingos Jardo Muekalia. A delegação, que deveria integrar entre quatro e cinco pessoas, acabou por não realizar a viagem, segundo informações divulgadas na altura.

Mais recentemente, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, também terá tido um pedido de visto recusado pelas autoridades norte-americanas. A informação foi avançada por órgãos de comunicação social angolanos, que indicaram que o gestor teria sido informado da existência de restrições temporárias à emissão do documento.

Além das restrições à emissão de vistos, Angola passou, a 21 de Janeiro de 2026, a integrar a lista de países sujeitos ao regime de *visa bond*, que prevê o pagamento de uma caução por determinados requerentes de vistos, de acordo com o Departamento de Estado norte-americano. O regime de restrições e a cobrança de taxas consulares têm gerado questionamentos entre os cidadãos angolanos.

Os cidadãos angolanos afectados pelas restrições de vistos dos EUA continuam a exigir mais transparência nos procedimentos de tramitação de pedidos de vistos. A polémica em torno das restrições de vistos dos EUA em Angola continua a gerar debate e discussão entre os cidadãos e as autoridades angolanas.

Key points

  • Restrições de vistos dos EUA afectam cidadãos angolanos desde Janeiro de 2026.
  • Cidadãos angolanos exigem mais transparência nos procedimentos de tramitação de pedidos de vistos.
  • Angola integra lista de países sujeitos ao regime de *visa bond* desde 21 de Janeiro de 2026.

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SaharaWire Newsroom
SaharaWire

Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.