A Primeira-Ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, afirmou recentemente em Maputo que o governo pretende transformar a aviação civil do país em uma referência internacional. Para alcançar esse objetivo, o governo planeja elevar a Escola Aeronáutica à categoria de Academia de Ciências Aeronáuticas (ACA). A criação da ACA foi oficializada através do Decreto n.º 44/2026, de 20 de Julho.

A ACA terá como objetivo formar e capacitar profissionais aeronáuticos e de áreas afins, contribuindo para o desenvolvimento do setor da aviação civil em Moçambique. A Primeira-Ministra destacou a importância da aviação civil na dinamização da conectividade territorial, mobilidade de pessoas e bens, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias logísticas. Ela também enfatizou a necessidade de profissionais qualificados tecnicamente e comprometidos com os padrões de segurança, qualidade e eficiência.

Durante a cerimônia de tomada de posse dos novos dirigentes da ACA, da Escola de Governação (Egov) e do seu gabinete, Maria Benvinda Levi desafiou a direção da instituição a priorizar a valorização do capital humano. Isso inclui a qualificação dos formadores, melhoria das condições de ensino e disponibilização de equipamentos e recursos pedagógicos adequados. A Primeira-Ministra também enfatizou a importância de os cursos e programas de capacitação da ACA responderem às necessidades atuais e futuras do setor.

O novo diretor-geral da ACA, Tuaha Ossifo Chabane Mote, apontou a organização e o reforço da capacidade institucional, a escassez de capital humano qualificado e a insuficiência de infraestruturas adequadas como alguns dos principais desafios da instituição. Ele também destacou a necessidade de reforçar as competências dos docentes e dos profissionais da aviação civil. A ACA pretende introduzir cursos de formação de pilotos para a aviação comercial e para a operação de aeronaves de asas rotativas.

A ACA planeja recorrer a profissionais no ativo, quadros reformados e especialistas moçambicanos ou estrangeiros que se encontrem no exterior para operacionalizar a academia. A instituição também pretende desenvolver capacidade para formar profissionais que possam atuar no mercado internacional da aviação civil. Isso visa inverter o cenário atual em que Moçambique precisa enviar profissionais para fora do país para se formarem.

A Primeira-Ministra também desafiou a nova diretora-geral adjunta para a área administrativa da Egov, Ana Cristina da Rocha, a reforçar a capacidade institucional do Estado e melhorar o desempenho dos funcionários e agentes públicos. Ana Cristina da Rocha afirmou que pretende dinamizar a instituição que passa a dirigir, com enfoque na formação dos funcionários e agentes do Estado.

A criação da ACA e a nomeação de novos dirigentes são vistas como passos importantes para o desenvolvimento da aviação civil em Moçambique. A expectativa é que a ACA contribua para o crescimento sustentável do setor e para a formação de profissionais competentes e preparados para responder às exigências do mercado de trabalho.

Key points

  • Moçambique quer elevar Escola Aeronáutica à categoria de Academia de Ciências Aeronáuticas
  • A ACA terá como objetivo formar e capacitar profissionais aeronáuticos e de áreas afins
  • A criação da ACA visa transformar a aviação civil em uma referência internacional

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Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.