Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos vão hoje às urnas para decidir quem irá controlar o Congresso dos EUA durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump. Estão em jogo os 435 lugares na Câmara dos Representantes e cerca de um terço dos 100 postos no Senado. Além disso, 36 estados elegem o governador e outros responsáveis estaduais e locais são igualmente eleitos.

As eleições intercalares norte-americanas deverão ser marcadas pelo habitual castigo do eleitorado à administração em funções, mas para Donald Trump e os republicanos poderá significar o fim do domínio absoluto nas instituições políticas. Atualmente, os republicanos controlam as duas câmaras do Congresso. A perda de pelo menos uma das câmaras dificultaria a aprovação da agenda legislativa de Trump durante os últimos dois anos do mandato.

O nome de Trump não está no boletim de voto, mas ao longo das últimas semanas o líder republicano fez questão de centrar a campanha em si. Trump prometeu oferecer 5 mil dólares a todos os cidadãos adultos norte-americanos, caso os republicanos vençam as eleições. Na reta final da campanha, anunciou uma recompensa de um milhão de dólares para quem denunciar fraudes nas eleições.

A tendência nas sondagens parece favorecer os democratas, que nos últimos meses têm aparecido com vantagem sobre os republicanos. No fim de semana, os democratas continuavam a liderar nas intenções de voto face aos republicanos por 51,5% contra 43,1%, segundo o site realclearpolling.com. Se acontecer uma derrota republicana, Trump ver-se-á até ao fim do mandato, em 2028, no papel de Presidente "lame duck".

As sondagens recentes indicam que os norte-americanos votarão sobretudo "com o bolso", com o aumento dos preços da gasolina, dos custos da habitação e dos custos com os cuidados de saúde a pesarem cada vez mais nos orçamentos familiares. Os direitos reprodutivos continuam a ser uma questão importante, enquanto a imigração e o estado da democracia nos EUA também estão em jogo.

Mais de 50 milhões de norte-americanos já votaram antecipadamente, mais cerca de 10 milhões do que nas 'midterms' de 2022. Entre estes eleitores está o próprio Trump, que votou no dia 24 de outubro na Florida, e o Papa Leão XIV, natural de Chicago, que votou por correspondência, anunciou o Vaticano na passada sexta-feira.

A nova composição do Congresso dos EUA assumirá funções a 03 de janeiro de 2027. O número de norte-americanos que votam nas eleições intercalares é inferior ao das eleições presidenciais. Desde 1944, a afluência média às urnas tem sido de cerca de 42% nas intercalares, em comparação com 58% nas eleições presidenciais.

Key points

  • Os republicanos podem perder o controle do Congresso.
  • Os democratas lideram nas intenções de voto.
  • Mais de 50 milhões de norte-americanos já votaram antecipadamente.

Share this story

Written by

SaharaWire Newsroom
SaharaWire

Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.