O custo do cabaz de bens e serviços essenciais na Cidade da Praia registou um aumento de 991 escudos em Setembro, face a Junho, segundo o Índice de Consumo Essencial da Associação para Defesa do Consumidor (ADECO). Este aumento reflete uma subida significativa no custo de vida na cidade. A ADECO é uma organização que se dedica à defesa dos direitos dos consumidores em Cabo Verde.

De acordo com a ADECO, o custo mensal estimado para um adulto saudável viver na Cidade da Praia passou a ser de 34.570 escudos. Este valor representa um aumento considerável em relação a Junho. Os produtos alimentares apresentaram um aumento de 6,3%, correspondente a mais 981 escudos em relação a Junho. Este aumento é um dos principais fatores que contribuem para a subida do custo de vida.

Os dados da ADECO apontam que o custo do cabaz representa um défice de 45% face ao salário mínimo do sector público e de 50,8% relativamente ao salário mínimo do sector privado. Isto significa que muitos trabalhadores em Cabo Verde não têm condições financeiras para adquirir os bens e serviços essenciais. A situação é particularmente preocupante na Cidade da Praia, onde o custo de vida é mais alto.

A ADECO também divulgou dados sobre a evolução do custo do cabaz de bens e serviços essenciais em outras ilhas de Cabo Verde. Na ilha do Sal, o cabaz registou um aumento de 517 escudos, equivalente a 1,5% face ao mês de Junho. Com esta evolução, o custo mensal estimado para um consumidor saudável viver na ilha passou a ser de 35.273 escudos. Os produtos alimentares registaram um aumento de 2,8%, correspondente a mais 507 escudos em comparação com Junho.

Em São Vicente, o aumento do cabaz de bens e serviços registou uma subida de 78 escudos, ou 0,3%, face a Junho. O custo mensal estimado para um consumidor saudável viver em São Vicente passou a ser de 24.505 escudos. Os produtos alimentares aumentaram 0,5%, correspondendo a mais 69 escudos face a Junho. A situação em São Vicente é ligeiramente melhor do que nas outras ilhas, mas ainda assim é um desafio para os trabalhadores.

A ADECO calcula que existe um défice de 46,1% face ao salário mínimo do sector público e de 51,8% relativamente ao salário mínimo do sector privado na ilha do Sal. Em São Vicente, o défice em relação ao salário mínimo do sector público é de 22,5%, enquanto face ao salário mínimo do sector privado é de 30,6%. Estes défices são um indicador da dificuldade que muitos trabalhadores têm em adquirir os bens e serviços essenciais.

A próxima actualização do Índice de Consumo Essencial será divulgada em Dezembro. A ADECO continuará a monitorizar a evolução do custo de vida em Cabo Verde e a defender os direitos dos consumidores. A organização espera que os governos e as empresas tomem medidas para reduzir o custo de vida e melhorar a situação dos trabalhadores.

Key points

  • O custo do cabaz de bens e serviços essenciais na Cidade da Praia aumentou 991 escudos em Setembro.
  • O custo mensal estimado para um adulto saudável viver na Cidade da Praia é de 34.570 escudos.
  • O défice em relação ao salário mínimo do sector público é de 45% na Cidade da Praia.

Share this story

Written by

SaharaWire Newsroom
SaharaWire

Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.