A Associação dos Taxistas da Praia, liderada por Adriano Monteiro, solicitou a criação ou intervenção de uma entidade reguladora para ajustar as tarifas dos táxis à evolução dos preços dos combustíveis. O pedido visa proteger os profissionais do setor, que enfrentam dificuldades devido ao aumento sucessivo dos preços dos combustíveis. A associação realizou um encontro com o Grupo Parlamentar do MpD para discutir o impacto do aumento dos preços dos combustíveis na atividade e no rendimento dos profissionais.
O presidente da Associação dos Taxistas da Praia, Adriano Monteiro, afirmou que a subida dos combustíveis está a criar "muita complicação" e problemas no exercício da atividade. A associação tem procurado soluções junto da Agência de Regulação Multissectorial da Economia (ARME) e da Câmara Municipal da Praia, mas ambas as instituições indicaram que não lhes compete regular os preços dos táxis. Como resultado, os taxistas realizaram um reajuste de 50 escudos nas tarifas, após cerca de 25 anos sem atualização.
Adriano Monteiro salientou que, legalmente, o preço oficial do serviço de táxi deve ser determinado através do taxímetro, equipamento que deixou de ser utilizado desde 2005/2006. A associação defende o retorno do taxímetro, pois permitiria uma cobrança mais justa e transparente para passageiros e profissionais. Além disso, uma regulação de acordo com a evolução dos combustíveis permitiria responder de forma mais equilibrada aos aumentos de preços.
O líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, explicou que o encontro com os taxistas faz parte de uma ronda de auscultação que o grupo vem efetuando junto dos setores afetados. O objetivo é recolher informação sobre as preocupações dos profissionais e procurar uma intervenção mais eficaz no debate parlamentar. Luís Carlos Silva reforçou que o aumento dos combustíveis constitui uma preocupação para os setores dos transportes e para as famílias.
Luís Carlos Silva apontou possíveis soluções, como a suspensão do mecanismo automático de fixação de preços, a definição de um teto máximo para os preços ou para os aumentos, e medidas fiscais sobre os combustíveis. Além disso, mencionou que o Orçamento do Estado para 2026 prevê 1,7 milhões de escudos destinados à eletricidade e às petrolíferas, que poderiam ser mobilizados para proteger os preços dos combustíveis e o poder de compra das famílias cabo-verdianas.
A Associação dos Taxistas da Praia e o Grupo Parlamentar do MpD concordam que o Governo deve adotar medidas para mitigar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis. A associação solicita a intervenção do Governo para resolver a situação e proteger os profissionais do setor. O líder parlamentar do MpD reiterou a importância de encontrar soluções para proteger os preços dos combustíveis e o poder de compra das famílias.
A situação dos taxistas da Praia reflete a preocupação mais ampla com o impacto do aumento dos preços dos combustíveis na economia e nas famílias cabo-verdianas. A busca por soluções eficazes para mitigar esse impacto é um desafio para o Governo e para os setores afetados. A Associação dos Taxistas da Praia e o Grupo Parlamentar do MpD continuarão a trabalhar juntos para encontrar soluções que beneficiem os profissionais do setor e a economia como um todo.
Key points
- A Associação dos Taxistas da Praia solicita a criação de uma entidade reguladora para ajustar as tarifas de táxi à evolução dos preços dos combustíveis.
- O aumento dos preços dos combustíveis constitui uma preocupação para os setores dos transportes e para as famílias cabo-verdianas.
- O Governo é solicitado a adotar medidas para mitigar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis, como a redução ou corte de impostos sobre os combustíveis.