A guerra entre a Rússia e a Ucrânia já provocou a separação de milhares de famílias, com muitas pessoas a serem deportadas forçadamente, detidas ilegalmente ou feitas prisioneiras de guerra. A Ucrânia está a trabalhar para localizar e repatriar estas pessoas, mas o processo é complexo e exige a cooperação internacional. A comunidade internacional tem sido chamada a apoiar os esforços da Ucrânia para trazer de volta as crianças ucranianas deportadas, libertar os civis detidos ilegalmente e os prisioneiros de guerra.
A Ucrânia pára diariamente, às nove horas, durante um minuto de silêncio para homenagear as vítimas da guerra. Este minuto de silêncio é um lembrete doloroso para as famílias ucranianas que continuam à espera do regresso dos seus entes queridos. A guerra também trouxe a destruição de cidades, a perda de vidas e a deslocação de milhões de pessoas. A Ucrânia está a trabalhar para reconstruir a sua sociedade e a reunir as famílias separadas pela guerra.
A deportação forçada de crianças ucranianas é uma das consequências mais dolorosas da agressão russa. Milhares de crianças foram levadas da Rússia dos territórios ucranianos temporariamente ocupados, sendo separadas das suas famílias e do ambiente em que cresceram. A Ucrânia está a trabalhar para identificar o paradeiro destas crianças e garantir o seu regresso seguro. A Coligação Internacional para o Regresso das Crianças Ucranianas desempenha um papel fundamental neste processo.
A situação dos civis ucranianos detidos ilegalmente pela Rússia é igualmente preocupante. Muitas pessoas foram detidas nos territórios temporariamente ocupados devido às suas posições cívicas, à sua atividade profissional ou à recusa em colaborar com as autoridades de ocupação. As famílias destas pessoas não conseguem obter informações sobre o paradeiro dos seus familiares, o seu estado de saúde ou as condições em que se encontram detidos.
A Ucrânia valoriza profundamente o apoio dos seus parceiros internacionais, incluindo Angola, cujo povo conhece as graves consequências de uma guerra prolongada. A sociedade angolana percorreu um caminho difícil, desde o conflito armado até à paz, à reconstrução do país e ao regresso das pessoas a uma vida normal. A experiência de Angola pode ser um contributo significativo para os esforços internacionais de proteção das vítimas da guerra.
A Segunda Conferência Internacional «Caminhos para a Paz: Regresso das Crianças Ucranianas, dos Civis Detidos e dos Prisioneiros de Guerra» foi realizada em Toronto, em setembro de 2026, com a participação de 54 Estados e organizações internacionais. A conferência demonstrou que o regresso das pessoas às suas casas exige não apenas solidariedade internacional, mas também ações concretas e coordenadas de toda a comunidade internacional.
A Ucrânia está convicta de que o regresso das crianças ilegalmente transferidas, dos civis detidos e dos prisioneiros de guerra deve continuar a ser uma das prioridades dos esforços internacionais destinados a alcançar uma paz justa e duradoura. A verdadeira paz não pode ser medida apenas pela data em que cessam as hostilidades, mas também pelo regresso das crianças às suas famílias, a libertação dos civis ilegalmente detidos e o regresso dos prisioneiros de guerra.
Key points
- A Ucrânia e Angola discutem consequências humanitárias da guerra
- A deportação forçada de crianças ucranianas é uma das consequências mais dolorosas da agressão russa
- A comunidade internacional tem sido chamada a apoiar os esforços da Ucrânia para trazer de volta as crianças ucranianas deportadas, libertar os civis detidos ilegalmente e os prisioneiros de guerra