De acordo com o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus (C3S), setembro foi o segundo mês mais quente de sempre, com temperaturas recorde na Europa ocidental e nos oceanos extrapolares. Os dados foram divulgados pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF). As temperaturas globais atingiram 1,63°C acima do nível pré-industrial, fazendo parte de uma sequência de meses acima de 1,5°C que começou em agosto.

O mês de setembro marcou o segundo mês consecutivo em 2026 com temperaturas globais superiores a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Em 2015, em Paris, praticamente todos os países do mundo concordaram em tudo fazer para evitar um aumento das temperaturas acima de 1,5ºC, como forma de combater o aquecimento global. A temperatura média global do ar em setembro foi de 16,27ºC, 0,82ºC acima da média de 1991-2020.

A Europa registou um mês excecionalmente quente e seco, com partes da Europa ocidental a registar o mês mais quente de sempre. As condições de seca generalizada agravaram-se, refletindo-se em partes dos caudais de rios Reno, Vístula, Danúbio ou Garona-Dordonha, que atingiram mínimos nunca antes observados. A temperatura média em terra na Europa foi 1,54ºC acima da média 1991-2020.

Os oceanos também registaram temperaturas recorde em setembro. A temperatura à superfície do mar nos mares polares foi a mais elevada de sempre para um mês de setembro, chegando aos 21,05ºC. As temperaturas à superfície do mar estão excecionalmente elevadas em grande parte do Pacífico tropical, onde as condições do “El Niño” se estão a fortalecer.

O fenómeno cíclico de aquecimento da água do mar, conhecido como “El Niño”, atingiu um recorde histórico de 29,70°C em setembro. Na Europa, as temperaturas da superfície do mar atingiram também níveis recorde para setembro, ao longo da costa atlântica e no Mediterrâneo ocidental. Estes dados foram divulgados pelo Copernicus, um serviço de alterações climáticas implementado pelo ECMWF.

A TV RECORD, uma emissora de Cabo Verde, destacou a importância destes dados para o país e para a região. O Copernicus nota que as temperaturas à superfície do mar estão excecionalmente elevadas em grande parte do Pacífico tropical. As condições do “El Niño” podem ter impactos significativos no clima global.

Os dados do Copernicus são fundamentais para entender as alterações climáticas e seus impactos no planeta. A sequência de meses acima de 1,5°C deve continuar até 2027. O aumento das temperaturas globais é um desafio que requer ações imediatas e coordenadas de todos os países para mitigar seus efeitos.

Key points

  • Setembro foi o segundo mês mais quente de sempre em Cabo Verde e na Europa.
  • As temperaturas recorde nos oceanos e continentes são um sinal de alerta para as alterações climáticas.
  • O fenómeno “El Niño” atingiu um recorde histórico de 29,70°C em setembro.

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Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.