A partir de segunda-feira, os professores em Angola iniciarão uma greve de 19 dias, convocada pelo Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), devido ao incumprimento das exigências relativas aos dois primeiros pontos do caderno reivindicativo. A greve, que se estenderá até ao próximo dia 15 de Outubro, foi decidida após o insucesso da reunião entre a organização sindical e o Ministério da Educação (MED). O SINPROF confirmou que a paralisação vai avante, apesar das garantias de que a classe mantém a disponibilidade para retomar as negociações.

No sábado, 19, estava prevista uma reunião entre o SINPROF e o Governo, mas o encontro negocial não se concretizou. Em comunicado, o SINPROF apela aos professores que não compareçam nos locais de trabalho e anuncia que os piquetes de greve deverão permanecer à entrada das escolas para acompanhar o cumprimento da paralisação. O sindicato apela igualmente aos directores das escolas para que tenham em conta que também são professores e que poderão beneficiar também dos resultados das reivindicações.

Segundo o SINPROF, a primeira fase da greve será de 19 dias, de 21 de Setembro a 15 de Outubro, estando a segunda fase prevista para Novembro. O Ministério da Educação tem dito que não há motivos para os professores avançarem para a greve, numa altura em que conseguiu honrar 11 pontos plasmados no caderno reivindicativo apresentado pelo SINPROF.

No entanto, o SINPROF reitera que não foram cumpridos os pontos-chave do acordo, entre os quais a realização de um concurso público interno de ingresso de professores para a actualização da carreira dos docentes de 2017 e 2018. O sindicato reafirma ainda a exigência de cumprimento, pelo Governo, dos acordos rubricados a 8 de Janeiro de 2026 entre o Ministério da Educação e o sindicato.

A decisão de avançar para a greve foi tomada após o fracasso das negociações entre o SINPROF e o Ministério da Educação. O SINPROF acusa o Governo de não cumprir com os acordos estabelecidos e de não atender às necessidades dos professores. A greve pode ter impacto na educação em Angola, afectando milhares de alunos.

O Ministério da Educação e o SINPROF já realizaram várias reuniões para tentar resolver as questões em aberto, mas as negociações não foram bem-sucedidas. A greve dos professores pode se tornar um problema político e social em Angola, caso não seja resolvida rapidamente.

A situação está a ser acompanhada de perto pelos pais e encarregados de educação, que se mostram preocupados com o impacto da greve na educação dos seus filhos. O SINPROF pede o apoio da sociedade angolana para a greve e apela à compreensão dos alunos e pais.

Key points

  • A greve dos professores em Angola iniciou-se na segunda-feira, 21 de Setembro.
  • O SINPROF exige o cumprimento dos acordos rubricados a 8 de Janeiro de 2026.
  • A greve pode afectar milhares de alunos em Angola.

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SaharaWire Newsroom
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Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.