A presença militar dos Estados Unidos no Iraque chegou oficialmente ao fim, anunciou o Pentágono na quarta-feira, 30 de setembro. A retirada das tropas americanas marca o encerramento de uma missão que durou 12 anos e foi liderada pelos EUA contra o grupo Estado Islâmico no país. A saída das tropas americanas foi um processo gradual que começou em 2011, quando os EUA retiraram a maioria das suas forças, mas voltaram a crescer em 2014 para combater o Estado Islâmico.
A presença militar dos EUA no Iraque começou após a invasão de 2003, liderada pelos EUA e pelo Reino Unido, com o objetivo de derrubar o regime de Saddam Hussein. Desde então, o Iraque viveu anos de instabilidade, caos e anarquia, com a emergência do Estado Islâmico, da Al Qaeda e as revoltas curdas. A presença dos EUA no Iraque foi constantemente questionada pelas milícias xiitas próximas de Teerã e pela população iraquiana, que há muito perseguia a saída dos ocupantes norte-americanos.
O Iraque é o país com maior presença xiita entre a sua população, perto de 75%, que é popularmente muito próxima de Teerã, embora politicamente essa ligação nem sempre tenha sido pacífica. A guerra Irão-Iraque na década de 1980, lançada por Saddam Hussein contra Teerã sob pressão e apoio militar dos EUA e do Reino Unido, é um exemplo disso. Desde que a coligação israelo-americana lançou a presente guerra contra o Irão, as milícias e a população iraquiana estão na linha da frente do apoio solidário a Teerão.
A retirada das tropas americanas do Iraque foi um processo ordenado e bem-sucedido, segundo o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Sean Parnell. A retirada das forças e equipamentos da coligação da Base Aérea de Erbil marca a conclusão da missão militar que derrotou o Estado Islâmico no Iraque. O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, também anunciou o fim da coligação internacional anti-Hadistan, liderada pelos Estados Unidos, que deixou o Iraque em 2014.
Durante a cerimónia de despedida das tropas internacionais em Bagdade, Ali al-Zaidi afirmou que o Iraque iniciou uma nova etapa, caracterizada pela sobriedade do Iraque, pela força das suas instituições, pela preparação dos seus esforços, pela unidade no conjunto das decisões e por alianças equilibradas com os seus aliados. A saída das tropas americanas do Iraque marca um novo capítulo na história do país, que busca recuperar das invasões de 1991 e 2003.
A Guerra do Iraque começou a 20 de março de 2003, quando uma coligação liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido invadiu o país com o objetivo de derrubar o regime de Saddam Hussein. Os Estados Unidos retiraram a maioria das suas tropas em 2011, mas voltaram a enviar apoio contra o Estado Islâmico em 2014. A presença militar dos EUA no Iraque foi um tema controverso e gerou grande debate entre os políticos e a população iraquiana.
A retirada das tropas americanas do Iraque é vista como um passo importante para a soberania do país e para a redução da influência estrangeira na região. O Iraque busca agora consolidar as suas instituições e fortalecer as suas relações com os países vizinhos. A saída das tropas americanas do Iraque também marca um novo capítulo nas relações entre os EUA e o Iraque, que buscarão fortalecer as suas relações bilaterais em áreas como comércio, segurança e cooperação técnica.
Key points
- A presença militar dos EUA no Iraque chegou oficialmente ao fim em 30 de setembro.
- A retirada das tropas americanas do Iraque foi um processo ordenado e bem-sucedido.
- O Iraque iniciou uma nova etapa, caracterizada pela sobriedade do país e pela força das suas instituições.