Moçambique e Tanzânia fortaleceram a cooperação em Defesa e Segurança, adotando estratégias conjuntas para enfrentar ameaças transfronteiriças, incluindo o terrorismo e o crime organizado. A 7.ª Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança Tanzânia-Moçambique, realizada em Dar-es-Salaam, foi co-presidida pelo Ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Cristóvão Chume. Durante a reunião, Chume destacou a importância da cooperação bilateral para consolidar estratégias conjuntas e mitigar riscos que afetam ambos os países.
A aproximação entre os dois países ocorre num contexto em que a fronteira comum deixou de ser apenas uma linha de separação territorial e passou a representar um espaço para a prevenção de ameaças que podem atravessar de um país para o outro. A fronteira entre Moçambique e Tanzânia, na região norte, é afetada por desafios de segurança associados à circulação de pessoas, bens e redes criminosas. O terrorismo, que afeta particularmente a província moçambicana de Cabo Delgado desde 2017, é uma das principais preocupações.
As Nações Unidas reconhecem que o norte de Moçambique e a fronteira com a Tanzânia têm sido áreas de preocupação devido ao aumento da atividade terrorista na região. A ameaça terrorista acrescenta complexidade à gestão da fronteira, sobretudo porque grupos armados e redes criminosas podem explorar zonas de difícil controle, utilizar rotas clandestinas e movimentar recursos através das fronteiras. O combate ao terrorismo exige a partilha de informações, coordenação entre forças de defesa e segurança, controle fronteiriço e mecanismos de resposta rápida.
A Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança reflete a necessidade de cooperação entre os dois países para enfrentar ameaças transfronteiriças. As discussões incluem o reforço da proteção das fronteiras, a gestão migratória e a troca de informações e experiências para responder a ameaças que não respeitam os limites territoriais. A cooperação bilateral busca responder a outros riscos, incluindo a criminalidade organizada transfronteiriça, a circulação ilícita de pessoas e bens e ameaças associadas à utilização de novas tecnologias.
Para Moçambique, o terrorismo continua a constituir uma das principais preocupações de segurança nacional. Em 2025, o país aprovou uma estratégia nacional de prevenção e combate ao terrorismo e extremismo violento, reforçando igualmente os mecanismos institucionais de coordenação da resposta ao fenômeno. A estratégia visa prevenir e combater o terrorismo e extremismo violento, promovendo a segurança e a estabilidade no país.
A Tanzânia também enfrenta desafios relacionados com a segurança das comunidades fronteiriças e com a necessidade de impedir que redes terroristas ou criminosas utilizem o território tanzaniano como corredor de movimentação, recrutamento, abastecimento ou fuga. A cooperação bilateral entre os dois países visa aprofundar os laços de irmandade, reforçar as medidas de confiança e identificar novas áreas de cooperação.
A ONU destaca a importância das parcerias transfronteiriças e da troca de informação entre Estados para detectar e prevenir movimentos de terroristas e outros criminosos. Segundo Cristóvão Chume, a reunião serviu para reforçar a cooperação bilateral e identificar novas áreas de cooperação entre os dois países. A cooperação entre Moçambique e Tanzânia é fundamental para enfrentar as ameaças transfronteiriças e promover a segurança e a estabilidade na região.
Key points
- Moçambique e Tanzânia adotam estratégias conjuntas para enfrentar ameaças transfronteiriças.
- A cooperação bilateral visa responder a riscos, incluindo o terrorismo e a criminalidade organizada transfronteiriça.
- A ONU destaca a importância das parcerias transfronteiriças e da troca de informação entre Estados.