O Presidente do Irão, Massoud Pezeshkian, chefiou uma delegação que visitou a Nova Iorque para a 81ª Assembleia-Geral da ONU, levando consigo uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, um ponto de passagem estratégico entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico. A proposta, entregue aos EUA pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, prevê a abertura do Estreito em apenas sete dias.

A reabertura do Estreito de Ormuz permitiria o fluxo de 20% do petróleo e gás mundiais, actualmente interrompido devido aos conflitos na região. No entanto, o Irão condiciona a medida à implementação imediata de várias exigências, incluindo o levantamento do bloqueio dos EUA aos portos iranianos, a devolução de activos financeiros congelados no estrangeiro e a eliminação de sanções comerciais e sobre o petróleo.

As exigências do Irão incluem a implementação de vários pontos do Memorando de Entendimento (MdE) assinado em 15 de Junho entre os EUA e o Irão, que deveria ser implementado em 60 dias. O MdE previa a resolução de várias questões pendentes entre os dois países, incluindo a questão nuclear iraniana. No entanto, os EUA saíram unilateralmente do acordo.

A proposta iraniana foi recebida com cautela pelos EUA, que não se comprometeram a responder de imediato. Um porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que a Casa Branca não tem pressa em responder à proposta, acrescentando que o Presidente Donald Trump "tem todas as cartas na mão".

Analistas políticos consideram que a proposta iraniana pode ser uma demonstração de fraqueza por parte do Irão, que estaria a enfrentar um iminente colapso da sua estrutura de poder. No entanto, outros analistas notam que a proposta pode ser uma manobra política para pressionar os EUA a aceitar um acordo.

A crise energética global, agravada pelos conflitos no Médio Oriente, incluindo a guerra no Iémen e a crise no Líbano, está a ter um impacto significativo na economia mundial. Os preços do petróleo e do gás estão a bater recordes históricos, o que está a pressionar os governos a encontrar uma solução para a crise.

O desfecho das conversações entre os EUA e o Irão pode ter implicações significativas para a economia global e para a política internacional. A proposta iraniana oferece uma oportunidade para os EUA encontrarem uma saída para a crise, mas também levanta questões sobre a credibilidade e a fiabilidade do Irão.

Key points

  • O Irão propõe reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias em troca do levantamento de sanções dos EUA.
  • A proposta iraniana inclui a implementação de vários pontos do Memorando de Entendimento assinado em 15 de Junho.
  • A crise energética global está a ter um impacto significativo na economia mundial, com os preços do petróleo e do gás a baterem recordes históricos.

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Reporting for SaharaWire from the Nairobi bureau.