O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola (INAMET) divulgou um comunicado prevendo a ocorrência de seca no sul e sudeste e excesso de chuva no litoral do país, na época 2026/2027. Isso se deve aos fenómenos climáticos mundiais 'El Niño' e ao Índice do Atlântico Sul Tropical. Esses fenómenos influenciam as condições oceano-atmosfera no território nacional e na previsão da época chuvosa 2026-2027.
De acordo com o INAMET, o 'El Niño' favorece a ocorrência do fenómeno de seca meteorológica, principalmente nas regiões sul e sudeste de Angola. Já o Índice do Atlântico Sul Tropical (TSA), na sua fase positiva, favorece a ocorrência de excesso de chuva no litoral de Angola. A época chuvosa em Angola começou oficialmente em 15 de Agosto passado e decorre até 15 de Maio de 2027.
Para Outubro, Novembro e Dezembro de 2026, os índices relacionados com o 'El Niño' apontam a probabilidade de ocorrência do fenómeno de seca meteorológica de intensidade moderada nas províncias do Cunene, Cuando Cubango e no sul das províncias do Moxico e Moxico Leste. Esse fenómeno climático prevê também seca meteorológica moderada e severa em outras províncias.
O Presidente do MPLA, general João Lourenço, prometeu água em abundância no sul do país fustigado pela seca, e a consequente redução dos conflitos pelo acesso na zona do Cunene. Ele inaugurou duas barragens, a de Ndúe e a de Calucuve, que se juntam ao canal do Cafu, já em funcionamento, para abastecimento de água às populações, ao regadio agrícola e para as necessidades da agropecuária.
As duas barragens fazem parte do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), lançado em 2019 pelo Governo do MPLA, e prevê um investimento de 4,2 mil milhões de dólares na construção de um total de cinco barragens. O Presidente Lourenço destacou que o aumento do acesso às fontes de água pode reduzir os conflitos entre criadores de gado.
A falta de água tem agravado a pobreza nesta região de Angola, com milhares de angolanos a atravessarem a fronteira para a Namíbia em condições precárias. A Amnistia Internacional alertou recentemente para essa situação. O Presidente do MPLA considerou que uma das frentes de combate à pobreza nesta zona é o acesso à água.
O INAMET apela à população a cingir-se às previsões meteorológicas e climáticas divulgadas por este organismo, na qualidade de entidade responsável por assegurar a pesquisa e prestação de serviço científico no domínio da meteorologia e climatologia.
Key points
- O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola prevê seca no sul e sudeste e excesso de chuva no litoral do país.
- O Presidente do MPLA prometeu água em abundância no sul do país fustigado pela seca.
- A falta de água tem agravado a pobreza nesta região de Angola.